Marcos do desenvolvimento infantil: o que observar de 0 a 6 anos e quando buscar avaliação

Os marcos do desenvolvimento infantil são habilidades que a maioria das crianças apresenta em determinadas idades. Por exemplo: sorrir para as pessoas, apontar, falar as primeiras palavras ou brincar com outras crianças. Assim, eles funcionam como um guia, e não como uma régua rígida, já que cada criança tem seu ritmo. Porém, quando várias habilidades esperadas não aparecem, ou quando a criança perde algo que já fazia, vale conversar com o pediatra. Nesse caso, considere também uma avaliação do desenvolvimento.

Conteúdo elaborado pela equipe da Clínica Lume. Direção clínica: psicóloga Marcieli Destri (CRP 18/8968). Atualizado em setembro de 2026. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação profissional.

Principais pontos sobre os marcos do desenvolvimento infantil

  • Marcos são referências, não provas: uma habilidade que demora um pouco a aparecer não indica, sozinha, um problema.
  • O conjunto e a persistência dos sinais importam mais do que um item isolado.
  • Perder uma habilidade que a criança já tinha merece atenção em qualquer idade.
  • A caderneta da criança e o pediatra são os primeiros aliados para acompanhar o desenvolvimento.

Por que acompanhar os marcos do desenvolvimento?

Acompanhar os marcos ajuda a família a perceber como a criança se comunica, interage, brinca e se movimenta. Além disso, quando existe uma necessidade de apoio, identificá-la cedo permite que a família receba orientação antes. Isso não garante um resultado. Mesmo assim, amplia as oportunidades de apoio numa fase em que muitas habilidades estão sendo construídas.

Marcos do desenvolvimento infantil: o que observar em cada fase

Os exemplos abaixo são ilustrativos e usam idades aproximadas. Portanto, não substituem a avaliação do pediatra nem as listas oficiais de marcos.

Do nascimento aos 6 meses

  • Olha para o rosto de quem fala com ele e sorri em resposta às pessoas.
  • Além do choro, faz sons como os primeiros “arrulhos”, e depois ri.
  • Também se acalma quando é pego no colo ou quando alguém fala com ele.
  • Depois, sustenta a cabeça, leva as mãos e objetos à boca e começa a rolar.

Entre 6 e 12 meses

  • Além disso, reconhece pessoas familiares e reage diferente diante de desconhecidos.
  • Além disso, balbucia sílabas repetidas, como “mamama” e “bababa”.
  • Olha quando é chamado pelo nome e gosta de brincadeiras como esconder o rosto e reaparecer.
  • Depois, senta sem apoio, engatinha ou se arrasta e pega pequenos objetos com os dedos.
  • Perto de 1 ano, acena “tchau”, usa gestos e começa a chamar os cuidadores por um nome próprio.

De 1 a 2 anos

  • Também aponta para mostrar algo interessante, e não apenas para pedir.
  • Também segue ordens simples sem precisar de gestos, como “me dá”.
  • Fala algumas palavras além de “mamãe” e “papai” e, perto dos 2 anos, junta duas palavras.
  • Além disso, olha para o adulto para saber como reagir em situações novas.
  • Em seguida, anda sem apoio e passa a correr e chutar uma bola.

Dos 2 aos 3 anos

  • Fala frases curtas e nomeia objetos e partes do corpo.
  • Nessa fase, começa o faz de conta: cuida de uma boneca, “cozinha”, finge falar ao telefone.
  • Além disso, nota outras crianças e se aproxima para brincar.
  • Também demonstra preferências e começa a mostrar vontade própria.

Entre 3 e 4 anos

  • Conversa com trocas de turno e faz perguntas como “quem”, “o que”, “onde” e “por quê”.
  • Assim, é compreendida pela maior parte das pessoas quando fala.
  • Brinca com outras crianças e começa a aprender a esperar a vez.
  • Aos poucos, consegue se acalmar após a separação dos pais, com acolhimento.

Dos 4 aos 6 anos

  • Além disso, conta pequenas histórias e relata o que aconteceu no dia.
  • Além disso, brinca de faz de conta com papéis e combina regras simples de jogos.
  • Também expressa emoções com palavras e busca ajuda quando precisa.
  • Ganha autonomia na rotina, como vestir-se e escovar os dentes com pouca ajuda.
  • Por fim, reconhece algumas letras e números, conforme as experiências e a escola.

Sinais de atenção nos marcos do desenvolvimento infantil

Alguns sinais justificam uma conversa com o pediatra e a busca por avaliação do desenvolvimento:

  • perda de habilidades que a criança já tinha, como falar, olhar ou brincar;
  • pouca ou nenhuma resposta ao nome depois dos 9 a 12 meses;
  • ausência de gestos como apontar ou acenar por volta de 12 a 18 meses;
  • poucas palavras por volta de 18 meses ou ausência de frases de duas palavras por volta dos 2 anos;
  • pouco interesse em outras pessoas ou em brincar junto;
  • movimentos, interesses ou brincadeiras muito repetitivos que ocupam grande parte da rotina;
  • dificuldade muito intensa diante de mudanças, que afeta a vida da criança e da família;
  • preocupação persistente dos pais, dos cuidadores ou da escola.

A presença isolada de um desses sinais não confirma autismo nem outro diagnóstico. Na verdade, a avaliação considera o conjunto do desenvolvimento e o contexto da criança. Quer entender como funciona a triagem para autismo, com instrumentos como o M-CHAT-R/F? Então leia nosso artigo sobre o teste de triagem para autismo.

O que fazer se os marcos do desenvolvimento infantil atrasarem

  • Anote exemplos concretos do que você observa e, se possível, registre vídeos curtos da rotina.
  • Leve a caderneta da criança e essas anotações ao pediatra.
  • Evite esperar “para ver se passa” quando os sinais persistem. Buscar orientação não é rotular a criança.
  • Procure uma avaliação do desenvolvimento com profissional especializado.

Como é a avaliação do desenvolvimento na Lume

Em Sorriso MT, a Lume Desenvolvimento Infantil faz a avaliação do desenvolvimento em etapas. Primeiro, entrevistamos os responsáveis. Em seguida, fazemos a observação clínica e usamos instrumentos adequados à idade. Por fim, a família recebe uma devolutiva com os próximos passos. Veja também como é a primeira consulta na Lume.

Saiba mais na página sobre avaliação do desenvolvimento infantil em Sorriso MT, com áreas avaliadas, etapas e perguntas frequentes.

Perguntas frequentes sobre marcos do desenvolvimento infantil

Meu filho não fez algo exatamente na idade indicada. Isso é preocupante?

Não necessariamente. As idades dos marcos são aproximadas, e há variação natural entre crianças. Por outro lado, merecem atenção o atraso persistente, vários marcos não alcançados ou a perda de habilidades.

Atraso de fala significa autismo?

Não. O atraso de fala pode ter diferentes causas, como questões auditivas, de linguagem ou de desenvolvimento. Ou seja, nem sempre está relacionado ao autismo. Por isso, a avaliação individualizada é importante.

Bebês prematuros seguem os mesmos marcos?

De modo geral, para bebês prematuros os profissionais costumam considerar a idade corrigida nos primeiros anos. O pediatra que acompanha a criança orienta como aplicar isso em cada caso.

Existe idade mínima para avaliar o desenvolvimento?

Não. Se há dúvidas ou sinais persistentes, a família pode buscar orientação em qualquer idade, inclusive antes dos 2 anos.

Fontes para consulta: Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, e os marcos do desenvolvimento do CDC (“Learn the Signs. Act Early”).

Se você percebe esses sinais, buscar ajuda especializada pode fazer toda a diferença. Estamos aqui para orientar e acolher sua família nesse processo.

Fale com a Lume no WhatsApp

Leia também: atraso de fala em crianças e quando buscar avaliação.

Referências

Fontes consultadas e o que cada uma sustenta neste conteúdo:

Lume Desenvolvimento Infantil — Alameda Ambrósio do Nascimento Rego, 6976, Bairro São Conrado, Sorriso/MT, CEP 78890-349 — (66) 99939-6091
Autismo em Sorriso MT | Terapia ABA em Sorriso MT | TDAH em Sorriso MT | Marcieli Destri | Dioner Siqueira | Instagram
Política de Privacidade